Havia o drible curto de Júnior, o avanço e os seus lançamentos. Os que encontravam Zico garantiam lacônicos delírios. Como no primeiro tempo: depois da arrancada feroz, o jovem camisa dez da Gávea deu um giro driblando o primeiro marcador; o instinto de fuga despertou-lhe a velocidade de um predador; lançou-se rápido outra vez;percebeu um novo adversário;inclinou-se para a direita do pensamento do cambaleado médio-volante;desabou mais um, mais dois; o goleiro Andrada percebe o antológico instante;joga-se sobre os pés do artilheiro que com um o lado esterno da chuteira dá um leve toque buscando o centro do gol ... Preciosa, a bola de gomos costurados curva-se par eternizar o artilheiro mas encontra-se com um desesperado lateral vascaíno, sem jamais tocar as redes brancas, que se harmonizavam com as cadeiras azuis acima da geral, lotada, enternecida e tensa.
O time não ouvia a torcida, somente a voz do capitão Luís Carlos Gualter, ditando o que seria o final feliz. Só um comandante saberia que o seu sentimento iria ultrapassar as explicações.
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