Nesse principal momento do arqui-rival e com uma péssima administração no Flamengo, Zico, Geraldo e Júnior adquiriram uma luz diferente, cujo maior sonho estava na alegria de jogar futebol. Mesmo na escuridão de um jogo chato, isso resplandecia.
E lá estava pela manhã, a revista Placar de São Paulo: “Zico, ele é o rei do Rio” também consagrando o artilheiro com a bola de prata. A ascensão do camisa dez da Gávea, chega logo após a despedida de Pelé com 1.216 gols. O Santos e a decadência estão de encontro marcado. Prevendo isso, sua diretoria deixa escapar o interesse por Zico. A torcida rubro-negra fica apreensiva e o presidente do Fla põe lenha: “Então tragam um milhão de dólares. Porque acabou a era Pelé e começou a era Zico!”.
- Se eles me quiserem será para ocupar uma vaga no ataque, pois Pelé é insubstituível. Disse Zico se afastando das comparações.
Nada adiantou a elegância do artilheiro, atirava-se sobre ele o mais cruel patrulhamento da História do futebol brasileiro. A fúria da imprensa anti-Zico peregrina o vislumbre dos adversários. O alvo: as canelas do craque.
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